https://www.facebook.com/
sábado, 5 de setembro de 2015
quarta-feira, 26 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
PEDRAS DA CALÇADA
Minha terra,
... guardarei sempre de ti a imagem serena e amiga que a minha infância registou.
Agora, sim, posso ir navegar noutros mundos!!!...
Abraço.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Em dia de ventania...

O VENTO NÃO CALA A DESGRAÇA!...
A noite escorregou devagar e deu lugar ao dia, que se instalou de mansinho e calmo.
Eis que, de repente e sem nada o fazer prever, se ouve lá longe um rugido forte, que se espalhou, cortando que nem serra, a manhã quente e serena.
Leia mais:
https://www.facebook.com/
quinta-feira, 23 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
O QUE A VIDA NOS PODE ENSINAR
A vida é um manancial de ensinamentos.
Só não aprendemos com ela, porque andamos mesmo muito ocupados a olhar para o nosso umbigo.
Leia mais aqui:
https://www.facebook.com/
sexta-feira, 10 de julho de 2015
Abra este link e leia, se lhe interessar:
https://www.facebook.com/groups/DescendentesdoconcelhodoSabugal/permalink/858238994258154/
https://www.facebook.com/
segunda-feira, 29 de junho de 2015
As tradições e as pessoas
Penso que
todos nós sabemos que as tradições fazem parte da nossa cultura popular.
Sou de opinião
que se devem preservar para que não se perca a nossa matriz.
Penso ainda que com a evolução dos tempos as mentalidades também evoluíram e, por
isso mesmo, houve que fazer alguns ajustes nessas tradições.
Por exemplo,
estou-me a lembrar de uma tradição bárbara dos romanos, que punham cruzes ao
longo dos caminhos e iam pendurando os ladrões!... Hoje, isso seria impensável. Teve que se pensar noutra alternativa menos violenta e mais educativa!
Isto para
falar de um assunto que tem sido tema e que chocou muita gente! A mim, que sou
uma amante de animais, feriu-me na minha parte mais sensível.
Nem sequer
consegui olhar a televisão quando passaram as imagens de um ser vivo, neste
caso um pobre gato, a ser queimado vivo numa qualquer festa de província!
Desliguei o
televisor e saí enjoada e revoltada com tamanha crueldade!
Andei até hoje
para conseguir pegar no assunto e falar dele.
E pergunto-me.
O que leva um
ser humano a praticar um acto de tanta insensibilidade?
Esta tradição é uma daquelas que, penso eu, deveria ser reajustada!
Por exemplo,
utilizarem um gato artificial, feito de um qualquer material de desgaste!
Todos nós
temos obrigação de nos cultivar e angariar conhecimento, senão, seremos apenas
a continuação dos trogloditas que nos precederam, mas agora engravatados!
Quero, de todo,
esquecer que isto aconteceu!...
Abraço.
sexta-feira, 26 de junho de 2015
Ó GENTE DA MINHA TERRA
Hoje,
dirijo-me aos amigos, conhecidos e outros que não conheço, mas que gostaria de
conhecer, descendentes da minha aldeia!
Penso que
todos ou quase todos, conhecerão o facebook dos Descendentes do Concelho do
Sabugal, certo?
Vejo de vez em
quando e com muito gosto, alguns de vocês por aqui!
Tenho pena que
não intervenham, não comentem e não se mostrem!...
Não sei se têm
conhecimento que este face foi «herdado»! Sim, numa altura muito complicada da
vida da amiga que o fundou, NATÁLIA BISPO, do Sabugal, que infelizmente partiu
muito cedo da companhia de todos nós.
Pouco tempo
antes de partir, pediu com mágoa a alguns amigos que não deixassem morrer este «face».
Só por isso o
adoptámos e estamos aqui a dar-lhe a continuidade possível, com o máximo de
qualidade que podemos.
Muita gente de
todas as terras do concelho participa e comunica através dele.
É um «face»
com características um pouco diferentes de muitos dos «faces» que conheço.
Procura-se dar sempre que possível alguma coisa para alimentar o espírito e dar
sobretudo a conhecer a todos bem melhor o nosso concelho!...
Isto para
dizer que é com pena que não vejo o Casteleiro a participar, nem a interessar-se
pelo que por aqui se vai fazendo!
Penso eu que
seria bom para todos aproveitarmos este meio para nos aproximarmos, revivermos tempos
inesquecíveis para todos e conhecermos melhor as nossas origens. E promover a
nossa terra e as suas iniciativas.
Gostaria
que pensassem nisto e metessem mãos à obra!...
Serão,
de certeza, muito bem recebidos
Abraço a todos.
domingo, 21 de junho de 2015
AMOR
«Amor é fogo
que arde sem se ver»...
Foi Camões quem o disse.
Claro que isto
fo há muiiiitos anos, quando ainda havia amor!
Hoje, agora, o
amor é um sentimento em vias de extinção.
Aliás, como
tudo o que seja sensibilidade, fraternidade, solidariedade, DIGNIDADE!...
O mundo hoje, está
transformado num caótico pântano de gelo, onde existem duas espécies de seres.
Os poderosos e
os outros!
É um palco gigante,
onde cada um mostra ao outro o que pode e até onde pode.
É nesta
confusão de interesses, que se tecem as mais despudoradas negociatas.
É nessas relações
de devassa,que se projectam rumos e se seguem trilhos obscuros.
É aí que se exibe
uma confusão de relações de interesses, onde cada um faz o que pode.
Estamos
perante um arrepiante salão de exposições de TER e HAVER!
Hoje, o Homem
não vale pelo que é, mas pelo que tem.
Pelo que mostra
nessas exposições onde os números são quem manda!
Aliás, os
números tomaram a dianteira.
São eles quem
comanda e são eles quem nos comandam.
O que é que
nós somos, senão um número?
Neste mundo
transformado em plataforma gelada, não há lugar para o amor!...
Camões, se
viesse cá hoje acho que fugiria a tremer, do icebergue que encontraria!
Amor como
aquele, esgotou! Afundou no mundo dos interesses, no mundo da corrupção.
Não é o nosso Portugal,
aquele que todos acham lindo, o quinto país mais corrupto do mundo?
Porque será?
Abraço.
quarta-feira, 10 de junho de 2015
QUANDO OS HÁBITOS SE COLAM
Oiça aqui o sino da minha aldeia: https://www.facebook.com/dulce.martins.7528/posts/1597749227142383
Sabem quando estamos
muito ligados a a alguma coisa ou a alguém?
Quando somos
obrigados a deixar essa coisa ou esse alguém?
Ficamos meio
perdidos e com um lugar vago no coração apertado!
Todos os
nossos sentidos se agitam e desejam retomar o que deixaram.
Faltam coisas
em nós!
Faltam as RUAS que até então percorremos.
Faltam PESSOAS
com o seu jeito de dizer e de estar.
Faltam os SÍTIOS
que nos acolheram em momentos bons e menos bons.
As PAISAGENS
que durante anos espreitámos ao levantar.
A QUIETUDE ou
o SUSSURRAR das árvores tocadas pela ventania!
Os CHEIROS que
ficaram colados à pele mas que cheiramos lá longe.
Os SONS, que
continuam inscritos na nossa memória auditiva e que se ouvem, ouvem, ouvem!!!
Vamos lá saber
porquê, há pelo menos três deles, desses sons, que «oiço» com frequência!!!...
O som do sino
da minha aldeia.
O som da água
das torneiras do «meu» chafariz a correr ininterruptamente.
O som ronceiro
dos rodados dos carros de vacas pela madrugada, a saírem para os campos.
Depois, o «som» do SILÊNCIO!
Em dias de calmaria
e em noites de inverno!
Talvez por
isso, o silêncio às vazes me seja tão caro!
Em tempos de tantos
ruídos a esmo, e muitas vezes sem sentido, o silêncio
para mim, ainda é de ouro!
Abraço.
sábado, 30 de maio de 2015
CONTACTAR É PRECISO
O contacto entre
as pessoas é indispensável.
Só assim
acontece o diálogo,o conhecimento, o
convívio e a troca de ideias.
Então porque é
que, estando nós na era das comunicações, há cada vez mais gente isolada e sem
contacto com os outros?
Porquê este
mutismo e esta ausência de comunicação entre as pessoas?
Não fossem as páginas de facebook e outras tecnologias, e seríamos uns seres meio anti-sociais que vagueávamos
por aí indiferentes e sisudos.
Apesar de não
ser o ideal, tendem a substituir os convívios de antigamente,embora com uma
grande senão!
Não há olhos,
não há gestos nem expressões que pelo menos para mim são tão importantes para
esta coisa do conhecimento da alma de
cada um !
Apesar disso,
tenho que reconhecer que do mal o menos.
Sempre estamos
acompanhados e chegamos a sítios a que, não sendo assim, talvez nunca chegássemos!...Chegamos
a pessoas e locais, que certamente ficariam para nós perdidos no tempo e no espaço.
Eu que até era
avessa ao facebook por achar que era um veículo de futilidades, dei-me conta de que só será assim se nós quisermos e
entrarmos por essa via tão «pobre» e de gente tão «pobre»!
O que tenho
estado a registar é que, sem este meio de comunicação, nunca teria conhecido tão
bem por dentro o meu concelho!
Quando através
das fotos que me têm chegado me dei conta de que era tão bonito, senti-me até constrangida
por o conhecer tão mal.
Isto só porque
durante muitos anos se guardam imagens que neste momento e com a evolução, já não
correspondem às de então!
O comodismo e
a inércia levam-nos à falta de curiosidade em actualizar o conhecimento.
Gosto de
pertencer a este grupo (Descendentes do Concelho do Sabugal) e gosto de quem colabora nele com alma, com respeito e
cada um dentro das suas capacidades!
Há uns dias um
senhorito qualquer dizia que neste grupo não sabiam falar português!
Coitado!
Ignorância
maior é desconhecer que há portugueses que, por necessidade, há muitos anos que estão
ausentes e perderam quase o contacto com a sua língua de origem.
Esses, merecem
um elogio especial.
De um modo
geral, estamos todos unidos e interessados
em não perder o contacto com os nossos e em promover o que existe em cada um
dos nossos sítios!
Abraço
terça-feira, 19 de maio de 2015
A Família ainda existe?
De há alguns anos a esta parte, a instituição Família perdeu a identidade.
Desmembrou-se,
anulou-se e desresponsabilizou-se!
As famílias
tradicionais não têm mais lugar nesta sociedade de consumo.
As gentes de hoje entregaram os pontos e renderam-se ao
supérfluo, e à ganância.
Dinheiro, casonas,
carrões, tecnologias e vidas folgadas.
O essencial deixou
há muito de ser suficiente e as pessoas querem mais, muito mais!...
Os ordenados são
curtos? Arranje-se mais qualquer coisa, mais um emprego, mais um extra que ajude
aos devaneios!
É preciso
ombrear com com os outros!
Trabalhar das
oito às tantas da noite se for preciso e fazer o que for preciso.
Adquirir todas
as tecnologias topo de gama, os ténis e a roupa de marca para os seus meninos!
Enquanto isso, esses
mesmos meninos, rodeados de tudo e de nada ficam dias e dias sozinhos e entregues
a si mesmos e às «coisas» que os seus papás com tanto esforço, lhes entregaram de
mão beijada!
Só que não
estão contentes ainda, nem felizes! Falta-lhes algo!
Algo que esses
objectos todos não lhes dão: amor, afecto e
presença!
Falta-lhes a
âncora que lhes daria segurança e os ajudaria a preparar a entrada nessa
aventura que é a vida.
Ficam de mãos
cheias e de espíritos vazios!
Ninguém teve
tempo para lhes passar valores, educação e afectos.
São clones das
máquinas e agem como elas. De forma fria, caculista e insensível!
Porquê então tanta admiração com a
violência, com a falta de educação e com a crueza de actos que se vêm
praticando?
Porquê a
proliferação de tantos energúmenos sem controlo e enlouquecidos?
Uma grande
reflexão precisa-se!
Abraço.
quarta-feira, 13 de maio de 2015
A VIDA NÃO É SÓ O QUE SE VÊ
Depois de uma
aula de Ginástica Localizada acompanhada dos Queen e outros de igual teor, fui
para o balneário tirar o suor, levar com um jacto de água para relaxar e, reconfortada
e fresca que nem uma alface, vim para a minha vida diária.
O almoço, a
casa, o jardinzito, os gatos!...
«Dulce! Vem-te
informar de uma coisa que interessa saberes»!
Parou tudo.
Escutei,
apertou-se me o coração e uma humidadezita espreitou ao canto do meu olho.
Afinal confirma-se.
A vida não é só o que se vê e o que parece!
A vida é um
teatro, uma fita em que nós somos os personagens.
Às vezes
mascaramo-nos de palhaços, outras vezes encarnamos papéis dramáticos, quais
actores no palco.
E que bem que
representamos!
Tão bem, que
quando resolvemos encarar-nos a ficha cai e o teatro vai para intervalo.
Pois é.
É nesses
intervalos, nesses momentos em que não há máscara, que somos só nós connosco e
com a nossa realidade, que a coisa custa ainda mais.
A realidade é
demasiado dura! É demasiado nua e crua.
Aguentamos?
Nem sempre.
Há momentos de
desalento, de desespero.
Voltamos a pôr
a máscara e prosseguimos o caminho que, embora tortuoso, tem que ser feito
caminhando.
Ainda que isso
implique máscaras, teatro e outros artefactos semelhantes!...
Abraço amigos,
fiquemos todos com os nossos disfarces.
segunda-feira, 4 de maio de 2015
EGOÍSMO
Palavra fria.
Fechada, feia
e amarga.
Egocêntrica e
cega.
Altiva,
convencida e confusa.
Sem memória, nem
gratidão!
Sem
sensibilidade nem amor!
Sem ternura, nem
solidariedade!
Palavra sem pontas nem
laços!
Sozinha entre
gentes!
Sem
princípios, desprovida e desleal!
Egoísmo:
círculo fechado, rodopiando em torno de si e para si.
Pedra de gelo, dura, onde nem a poesia entra.
Mundo pequeno!
Egoísmo!O
pântano da futilidade!...
O pântano do
nada!
Abraço.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
MÃE
Mãe, nome
pequeno e doce!
Magia terna de
amor.
Laço apertado
e forte.
Fonte
abundante de afecto, que se estende sem porquês.
Que envolve e
aconchega em novelos de amor.
Que ama e que
educa, ainda que isso signifique lágrimas enroladas em sangue,
que não se vê mas
que se sente.
Mãe que se
multiplica em papeis para vários actos e momentos.
Mãe! Palavra
pequena, recheada de generosidade!
Às mães de todo
o mundo.
Às que estão entre
nós e às que já partiram!
Abraço.
Clique aqui e oiça a «Ave Maria»...
sexta-feira, 24 de abril de 2015
O TEMPO
Hoje, e a
propósito de um pequeno diálogo virtual, apeteceu-me falar do tempo.
Não do tempo
que corre veloz e nos leva atrelado a
ele!
Mas sim aquele
que nos mostra as rugas que devagar se vão instalando.
Que nos vira
contra os espelhos como se fossem um inimigo público.
Que nos
humilha e nos põe perante nós próprios.
Esse é severo,
não perdoa!...
Só há que o
aceitar e, dignamente, de cabeça levantada, continuar o caminho.
Quanto ao
outro, aquele a que me vou referir hoje... sim a esse, ao que goza connosco,
que nos faz caretas e negaças, que nos altera os planos e os humores e que nos
perturba a vida... esse mexe mesmo com muita gente!
Há quem não
lide nada bem com ele e com as suas mudanças.
As caras feias
que faz e o mostra-esconde provocam
neuras e tristezas inventadas e sofridas.
De tal maneira
que, nesses momentos, sentimo-nos em baixo e a achar que toda a infelicidade do
mundo nos caiu em cima!
Engraçado! O
estado do tempo a dominar as nossas
frágeis e influenciáveis mentes!
Ficamos nas
mãos de sua excelência!
Impressionante!
Os agentes do
tempo também a zurzir no pessoal!
Como se não
estivéssemos já suficientemente zurzidos por este governozinho sádico e
traiçoeiro!...
Um gozo
indecente!
Pensando bem,
quem sai a perder somos nós.
Quem tem o
domínio do tempo está calado.
E, quem sabe,
talvez dizendo:
«Perdoai-lhes
Pai, que eles não sabem o que fazem»!
Um bom fim-de-semana e não deêm confiança ao
tempo.
Abraço.
quinta-feira, 16 de abril de 2015
Eu e o mar
O mar exerce
sobre mim um fascínio que me prende e me faz pensar.
Quando o olho
é como se caísse sobre mim um olhar hipnótico, que me prende e me cola a ele.
Gosto do seu
bambolear suave, dengoso e repetitivo.
Gosto de o ver
a lamber a areia com a sua língua de gigante manso.
Transmite-me
paz e dá-me a liberdade de pensar e / ou apenas o olhar.
A sua potência e grandeza seduzem-me.
Também gosto
de o ver quando ele se revolta e leva à sua frente as ondas gigantes que
ninguém domina!
Aí, não me aproximo.
Nem ele me
reconheceria, tal a fúria com que galga o que encontra pela frente.
Nesses dias,
limito-me a vê-lo de longe e a admirá-lo.
Ele agradece o
respeito.
Depois, já
calmo e a «ressacar», é como que pede desculpa e oferece o ombro.
Gosta de me
ouvir. Paciente, responde com carícias mansas, com um sussurrar tranquilo de
quem me compreende.
É assim o meu
mar.
De extremos.
Só é preciso
dar-lhe atenção e não o contrariar.
Ele agradece o
meu respeito.
Quem o conhece
como eu, entende-o tão bem!...
O meu mar é um
amigo muito íntimo, quase dorme comigo.
Em noites de agitação
faz-se notar!
As rochas
fortes, abafam-lhe os urros e aguentam-lhe os baques fortes.
Eu na minha
cama, sinto-o.
Volto-me e
adormeço.
Abraço.
sexta-feira, 10 de abril de 2015
O CONTRÁRIO DE MIM
Quem sou eu?
Sou eu, ou o
meu contrário?
O contrário de
mim, sou eu do avesso!
Sou eu nos
momentos de mágoa!
Nos momentos
em que me invado e me desiludo, qando só vejo noite, trevas e medo.
Quando vejo o
mundo a desmoronar-se e não sei o que
fazer!
Quem serei eu?
Serei bocados
de mim e de outros, que não vejo mas que sinto!
Serei uma parte desses outros?
Só sei que eu mesma
de verdade, sou ritmo, alegria e vida!
Sinto-me como se fosse, digamos, o sol com música,
envolvida em afectos e que danço quando gosto!
Sei que sinto que o
contrário de mim é a violência, a indiferença,a hipocrisia e a maldade - meus defeitos à parte, claro!
Serei quem então?
Um agrupamento
de outros e de mim mesma!...
Neste momento
sou eu mesma!
Abraço.
sábado, 4 de abril de 2015
Boas Festas
Este é o meu Folar!
Foi feito por
mim.
É um folar muito
simples e sem excessos!
Não tem gorduras
e é recheado de frutos secos.
Açúcar, uma
quantidade módica!
Gostava de poder
oferecer uma fatia a todos os meus amigos.
Foi cozido em forno
de lenha.
A habilidade de aquecer o forno foi da minha vizinha, que é perita na matéria.
Abraço.
quinta-feira, 2 de abril de 2015
O COFRE
A propósito de
cofres, lembrei-me de uma relíquia velhinha que guardo desde que me conheço.
Herdei-o de
meus pais e ainda me lembro que era onde eles guardavam o seu pequeno pecúlio.
Lembro-me que
para o abrir havia um código de que só eles tinham o segredo.
Eu ainda hoje
não o sei! Tenho apenas a chave.
É um cofre
pequeno, penso que à medida das quantias que circulavam lá em casa, mas era
onde guardavam o que conseguiam amealhar, com trabalho honesto e suado!
É uma peça
bastante antiga, usada e velhinha, que guardo com muito afecto.
Esse cofre fez
parte da minha vida e conta-me várias estórias que se viveram lá em casa.
Ainda hoje,no
fim de tantos anos, guarda alguns documentos deixados pelo meu pai e que são
testemunho de vivências passadas!
Há um
documento informal, de um empréstimo que ele concedeu e que não chegou a ser reavido.
Para lá disso,
há mais um ou dois documentos pessoais.
É uma relíquia
guardada com estima e alguma nostalgia.
Faz parte de
outras que já mostrei e que estão envoltas em momentos, em épocas e em
convívios, de família e amigos!
Este cofre
para mim tem vida e fala!...
Cada momento que
me recorda tem uma estória que eu poderia contar.
São peças sem
grande valor material, mas com alto valor afectivo.
Peças, que de
vez em quando me colocam no passado.
Quando
isso acontece, parece que o tempo não passou.
Esta estória
foi-me recordada, a propósito de uma outra de que se tem falado com alguma
indignação no nosso país.
Claro que penso
que este cofre, nunca terá estado CHEIO como esses tais mencionados por uma senhora,
alta responsável do nosso governo!
Já nessa
altura eu ouvia dizer ao meu pai que o dinheiro parado não rendia.
Este cofre foi
testemunha de acontecimentos felizes e de outros bem tristes!
Nesses, é melhor
nem falar.
Desejo a todos
umas Boas Festas, cheias de afectos doces!...
Abraço.
sexta-feira, 27 de março de 2015
Um exemplo a seguir
O papa Francisco
é uma figura que não passa despercebida, nem ao mais distraído.
De uma dignidade
humana sem precedentes, a sua bondade, simplicidade e amor pelos outros fizeram-me
parar para pensar.
O seu
despojamento em relação ao poder e à opulência foram uma pedrada no charco.
A forma clara e
séria de interpretar Deus tem abanado tudo o que até então foi dito e escrito.
Todos os dias nos
presenteia com gestos de proximidade e afecto, tão necessários neste mundo vazio
de amor.
O que ele nos tem
transmitido com as suas palavras e gestos são pérolas que deveriam ser
acolhidas e motivo de reflexão.
Pergunto-me por que
demorou tanto tempo, este HOMEM a chegar?
Porque é que, no
seio da Igreja, esta semente não tem vingado?
Onde buscou ele
estas verdades, a que aparentemente (ou não ), os outros não tiveram acesso?
Por que é que, durante
tantos anos, se espalhou o medo e se difundiu um discurso tão duro, tão redutor,
obscuro e diferente do que ele nos apresenta hoje?
Para mim, este
HOMEM está, sim, ao serviço de Deus, seja Ele quem for, e das pessoas.
Ao serviço dos
valores e da verdade sem sofismas.
Assim, sem medo e
com grande coragem, ele dirige-se ao Mundo e tenta juntar os cacos que foram
deixados ao longo dos séculos.
Tenta mostrar-nos
qual o caminho a seguir, para conseguirmos que esse mundo seja melhor.
Só não o ouve
quem não quer ou quem se sente bem num mundo esfarrapado e a digladiar-se com guerras
e desigualdades.
Num mundo onde o
egoísmo e os interesses se sobrepõem à solidariedade, ao humanismo e ao amor
verdadeiro.
Desejo que este
HOMEM continue a sua missão, que até há bem pouco tempo eu acharia impossível
Abraço.
sábado, 21 de março de 2015
O SACO
O saco era grande
e chegava quase vazio.
Às nove e meia de
todas as manhãs, era agarrado pelas «orelhas» e levado a arrastar estrada
abaixo, numa correria alegre.
O SACO!
O saco chegava na camioneta da carreira!
Qualquer criança, das muitas que nessa altura havia, disputava a guarda e entrega do saco.
Era quase um
crescer da sua vaidadezinha de meninos! Ser portador daquele saco, era uma
responsabilidade, pois não se tratava de um saco qualquer!
Aqueles corpitos
frágeis e aquelas mãos pequeninas tinham uma missão que não podiam falhar: entregá-lo
em mãos seguras no posto do correio.
Era aguardado com alguma ansiedade. Mulheres, namoradas e
claro, os comerciantes da aldeia,desejavam que lá dentro viesse a perspectiva da
continuação de uma vida sem percalços.
O que traria hoje
o saco?
Só depois de
aberto por alguém possuidor da chave, se saberia!
Era uma chavinha
pequena mas especial! Era guardada em sítio seguro e só de lá saía no momento
certo, manuseada pela pessoa certa!
Penetrava a
fechadura, rodava e só depois os segredo ou não, poderiam finalmente ser entregues
e lidos.
As boas ou as más
notícias, as juras de amor ou as despedidas até mais ver!
Os nomes dos
destinatários eram lidos em voz alta:
«Senhora fulana
de tal! Menina Tal e Tal»! ...
«E do meu filho,
não veio nada»?
«O meu homem já me
devia ter mandado o vale»!...
Estávamos no
início da primeira debandada de emigrantes que, mensalmente, enviavam o pecúlio
que com grandes sacrifícios, conseguiam angariar.
Felizes uns, outros nem tanto, lá aceitavam a realidade,
porque a esperança não podia morrer!
«Devem chegar
notícias amanhã», dizia a mulher de lenço preto na cabeça, afastando-se
cabisbaixa.
Era assim nos
anos sessenta.
Tudo dependia da
camioneta da carreira e do que aquele saco trouxesse.
Os interessados
esperavam ansiosos e em grupo,a camioneta com o saco do correio.
Era um momento do
dia com alguma importância.
Hoje, poucos se lembrarão daquele saco!
O objecto em
tempos tão desejado, jaz esquecido e coberto de pó não se sabe onde!
Coisas dos
tempos!
Abraço.
terça-feira, 17 de março de 2015
Para recordar

Quando me debruço sobre o computador ou quando pego no telemóvel, muitas vezes me lembro de como hoje é tão fácil comunicar!
Para os mais
jovens, aqueles que nasceram depois de 1975, devo dizer que nem sempre foi assim!
Os dessa geração nem
imaginam como há quarenta, cinquenta e mais anos, era dificil contactar com
alguém!
Apenas havia nas
aldeias (talvez nem em todas) um telefone público que deveria funcionar das oito
às vinte e quatro horas e um posto de correio onde as notícias chegavam uma vez
ao dia!
Só para terem uma ideia, muitas vezes uma carta, ou uma
encomenda, demorava(m) dias a chegar de um lado ao outro!
Isto, dentro do
país.
Porque, se se
tratasse do estrangeiro ou das antigas colónias, poderiam demorar oito ou mais
dias.
Quando alguém
adoecia ou por qualquer outro motivo precisasse de um médico, passavam horas até
se conseguir o contacto com quem viesse em socorro.
A palavra urgência,
nessa altura, não tinha qualquer peso.
Tempo! Era preciso
dar tempo!
Muitas mortes
aconteceram por falta de socorro atempado!
Na minha aldeia, havia
um homem bom (por acaso meu tio por afinidade), que, apesar de não ser médico
nem enfermeiro, tinha uma grande queda para a medicina.
Era o meu saudoso
tio Narciso Nobre!
Era uma espécie
de João Semana. Sempre acompanhado pelo prontuário médico, era ele quem chegava
primeiro.
Fosse dia ou
fosse noite ia, prestava os primeiros socorros e medicava.
Era contactado
por toda a aldeia e pelas aldeias vizinhas, por exemplo, a Moita.
Hoje, os meios de
comunicação são uma mais-valia – só é pena
é que muitas vezes não sejam utilizados
da melhor forma e
para os fins mais correctos.
Hoje, para o bem
e para o mal, não há distâncias.
Usem e usufruam bem
de todos os meios de comunicação ao vosso alcance!
Abraço.
quarta-feira, 11 de março de 2015
Bairro, bairro negro

Era um dos
bairros mais degradados da periferia de Lisboa.
Atravessei-o durante alguns anos a pé (encurtava caminho), para
ir para o infantário onde trabalhei .
Os invernos
chuvosos seriam, porventura, os mais duros para ali viver.
Povoado de crianças negras, era um espaço de
lama preta sem mais opções.
Descalças e quase
nuas, descarregavam naquela lama, quem sabe, a falta de comida e afectos que
por força das circunstâncias lhes eram negados.
Aquela lama,
penso eu, preenchia-lhes a vida vazia de tudo! Era a descarga de todas as
faltas!
Era arrepiante
aquele mundo que nem todos conheciam em directo.
A impotência
assaltava-me de cada vez que ali passava!
Um dia, como que
de propósito, entra-me pela sala dentro, uma daquelas crianças que tantas vezes
me impressionara!
Fora admitido,
num daqueles programas sociais.
Chegou em bruto, sem regras, sem disciplina e com modelos errados.
Para esquecer.
Entrou quase nu,
tal como andava no bairro.
Arregacei as mangas.
Procurei lã bem
quentinha e nas horas vagas fiz um camisolão bem aconchegante.
Já pronto lá vou eu
feliz, por ir contribuir para o bem-estar daquele menino do bairro!...
Caquinha!... (seu
nome de guerra)! Lá vem ele chorando, com as suas birras permanentes (a
adaptação foi muito difícil). Mostrei-lhe o que tinha feito para ele e, um
pouco a custo, enfiei-lhe a camisola.
A gritaria
triplicou e foi acompanhada de um protesto que alertou todo o infantário!
«MIJOLA, NÂO, DUCHI!
MIJOLA,
NÂO, DUCHI!...»
Ao mesmo tempo
que a arrancava do corpo e a atirava ao chão.
Concluí que
aquele corpito grande e magro (tinha só três anos), estava domado pelas agruras
invernais!
Não consentia
abafos!...
Fiquei-me pela
boa vontade.
Cresceu, emigrou
e, segundo sei, casou!
Como será hoje
aquele Caquinha que eu tão bem conheci e em quem investi tanto afecto?
BAIRRO! BAIRRO
NEGRO!
BAIRRO NEGRO!
Onde não há pão
nem há sossego!
Abraço.
E oiça aqui a espantosa canção de Zeca Afonso
domingo, 8 de março de 2015
No Dia Internacional da Mulher para todas as Mulheres
Calçada de Carriche
Luísa sobe,
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
António Gedeão, in 'Teatro do Mundo'
sobe a calçada,
sobe e não pode
que vai cansada.
Sobe, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe
sobe a calçada.
Saiu de casa
de madrugada;
regressa a casa
é já noite fechada.
Na mão grosseira,
de pele queimada,
leva a lancheira
desengonçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Luísa é nova,
desenxovalhada,
tem perna gorda,
bem torneada.
Ferve-lhe o sangue
de afogueada;
saltam-lhe os peitos
na caminhada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Passam magalas,
rapaziada,
palpam-lhe as coxas,
não dá por nada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Chegou a casa
não disse nada.
Pegou na filha,
deu-lhe a mamada;
bebeu da sopa
numa golada;
lavou a loiça,
varreu a escada;
deu jeito à casa
desarranjada;
coseu a roupa
já remendada;
despiu-se à pressa,
desinteressada;
caiu na cama
de uma assentada;
chegou o homem,
viu-a deitada;
serviu-se dela,
não deu por nada.
Anda, Luísa.
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Na manhã débil,
sem alvorada,
salta da cama,
desembestada;
puxa da filha,
dá-lhe a mamada;
veste-se à pressa,
desengonçada;
anda, ciranda,
desaustinada;
range o soalho
a cada passada;
salta para a rua,
corre açodada,
galga o passeio,
desce a calçada,
desce a calçada,
chega à oficina
à hora marcada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga;
toca a sineta
na hora aprazada,
corre à cantina,
volta à toada,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga,
puxa que puxa,
larga que larga.
Regressa a casa
é já noite fechada.
Luísa arqueja
pela calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
Anda, Luísa,
Luísa, sobe,
sobe que sobe,
sobe a calçada.
António Gedeão, in 'Teatro do Mundo'
sexta-feira, 6 de março de 2015
Violência doméstica. Porquê?

Sempre, ao longo
dos tempos, ouvimos falar de homens que agrediam as suas mulheres.
Nunca como agora
se ouviram tantas estórias tão violentas!
Haverá um porquê
para que alguém se atreva a desferir cobardemente golpes de faca, tiros,
pontapés e outros «mimos» semelhantes em alguém frágil e indefeso?
Haverá algo que
justifique procedimentos tão primatas e falhos de civismo?
Que argumentos, então,
para esta vaga de violência que se vem praticando contra as mulheres?
Quem ou o quê poderá
dar orígem a estes atos tão condenáveis?
A sociedade
desumanizada, insensível e desprovida de condições de uma vida dígna?
A falta de emprego,
a insegurança, a dignidade ferida, o orgulho amordaçado, a humilhação de não
ter como responder aos encargos assumidos?
Põe-se então uma
questão.
É só o homem o
atingido por esta situação? Por onde anda a mulher enquanto tudo isto acontece?
Será que está de
férias?
Será que não se
dá conta de que os filhos sofrem com falta do básico para sobreviver?
Será que não tem
orgulho nem dignidade?
Nada justifica
nem desculpa as atitudes de brutaldade do homem!
A mulher é tão atingida
quanto ele e esse facto não pode ser omitido.
Nada desculpa
esta brutalidade, esta falta de humanismo.
Toda a brutaldade
é condenável!
Subscrever:
Mensagens (Atom)