quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Marés vivas











Ali fiquei eu: perfilada, respeitosa e admiradora incondicional.
Aquele mar, o meu amigo de todas as horas, estava não só muito zangado, mas enfurecido.
Uma fúria que lhe virou as entranhas, que o fez espumar de tanta raiva.

Uma revolta incombatível.

Venham os poderosos desta terra.
Os homens que mandam, que fazem as leis, que impõem.
Venham os que escravizam, que desprezam.
Venham os soberbos.
Os que se acham donos do mundo.  
Dominem esta força, senhores dos poderzinhos.
Dominem-na e ordenem-lhe que pare!...

O que são todos, comparados com o que vi?
Umas formiguinhas, uns ratinhos que fogem ao mais pequeno ruído!...

Estas marés deixam-nos a pensar.

E… vergados!...     

Abraço.

domingo, 11 de setembro de 2011

A procissão












Não, não estou a falar da procissão de João Villaret
Aquele grande declamador que deu a conhecer os poemas de Fernando Pessoa e outros.
Nem tão pouco das procissões de aldeia em dias de festa.
A procissão a que me refiro, foi uma procissão para mim inesperada e diferente.
Ao observar mais uma vez a paisagem que me rodeava naquele passeio bem junto ao mar, vinha de regresso da pesca um barco grande.
Vinha deslizando nas águas mansas e dirigia-se ao cais.
A acompanhá-lo, em entusiasmada gritaria, vinha em bando um sem número de gaivotas.
Um manto branco ondulante e muito longo serpenteava num bailado ritmado e permanente.
Foi um trajecto esvoaçante e belo.
Os voos picados realizados e o regresso ao bailado foram um espectáculo de autêntica beleza.
Todo o peixe que lhes era lançado ao mar era imediatamente devorado.
O barco atracou.
Restou um manto branco que preenchia uma grande extensão de mar.
Ficou a certeza da grande cumplicidade entre gaivotas e pescadores.
Suas únicas companheiras de alto mar.
A solidão também tem as suas compensações.
        
Que bom que este espectáculo me tenha sido oferecido 

Abraço.

sábado, 10 de setembro de 2011

Alô, Marte!

















Hei! Senhores Marcianos.
Daqui, Terra.
Sei que nos vigiam.
Sei que devem andar admirados connosco e achar que somos todos uns pobres bananas.
Que nos deixamos manietar.
Que andamos todos com a cabeça entre as orelhas.
Que andamos todos caladinhos.
Mas eu explico:
-É que não queremos atrair mais alguma medidazinha que aí venha.
Que não nos chegue mais alguma notícia de cair o queixo.
Por exemplo:
Que o bocadito do subsídio de Natal também vá ser cortado.
Que o tão apreciado bacalhau, as couves e os ovos para as filhós vão ser tabelados com um imposto altíssimo.
Que a consoada vai ser um desconsolo mesmo.
Que o senhor ministro faça uma birra e diga que os gulosos comam raspas e é se querem.
Que têm que encolher mais um pouco a tripa, porque isto assim não pode ser.
Que o colesterol não pode subir, porque os remédios custam dinheiro!
Olha, que comam raspas – pensará Sua Excelência.
Também «não merecem nem o pão que comem»!...
É por isso, senhores de Marte que nós andamos em bicos de pés.
Se e quando vierem cá abaixo, poderem contribuir com alguma coisinha, agradecemos.
Isto está «p’as d’pinduras»…
Não há quem aguente tanta tirania!...
Também gozar assim é mau…   
É por isto esta nossa postura, senhores Marcianos.

Até já andamos quase verdes.

Até à próxima.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O rei sol











Setembro, como se imaginava, tem estado a presentear-nos com um tempo meteorológico que merece ser saboreado.
A praia está praticamente vazia e oferece-se inteira, a quem dela queira e possa desfrutar.
As águas mansas que convidam a um bom mergulho, por incrível que pareça, estão mornas.
A temperatura não é normal nem neste tempo, nem nestas paragens.
É pena serem tão poucos a poder usufruir.
Tanta serenidade é um convite a permanecer na areia e contemplar o por do sol.
Sua Majestade que, ao longo do dia, acariciou os corpos que se entregaram com prazer.
Desce das alturas, beija as águas que o recebem com bonomia e afecto.
É quase a fugir, como que envergonhado com tanto poder, que se esconde atrás do mar, que se despede dele com vontade de voltar a vê-lo amanhã.
É realmente um Rei este sol imenso, que encandeia e quase cega de tanta luz.
O regresso da praia foi «já noite».
Soube bem assistir ao pôr-do-sol dos nossos encantos.
Obrigada à natureza por tanta beleza   

Abraço.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Será uma mais-valia?














Pois é.
Não será para toda a gente assim tão certo que ter qualidade, seja uma mais-valia.
Neste mundo de futilidades e superficialismos, até dá para perceber.
Há mais valores!...
E que valores!
E, por esse motivo, a qualidade é muitas vezes, o que menos importa…
Parece até que ofusca.
Que impede que os bons profissionais funcionem.
Que os bons pais exerçam o seu dever com competência.
Que as boas Instituições sirvam de forma que satisfaça.
Parece que tudo isto é dispensável aos olhos de quem não vê.
A qualidade, de há uns largos tempos a esta parte, até parece que perturba.
Que ofusca.
Pelo menos aqueles que não a têm!
Há muitos que acham que, sem ela, tudo corre melhor.
Gente com valor?
Mas para quê?
Nem lhes passa pela cabeça que existe.
Não lhes faz falta.
Não é muito melhor andar cada um para seu lado, sem ninguém exigir nada a ninguém?
Cada um a tramar o outro, a fazer intriga, a impedir quem tem alguma dignidade de a exercer?
O mundo do trabalho, da família e em sociedade, é assim muito mais fácil!...
Desresponsabiliza.
Mas para quê qualidade?
A leveza de pensamento, a ausência de integridade, a intriga, o desafecto e o maldizer são muito mais atractivas…
Levezinhos!..., que bom…

Bom, mas como a ignorância é um descanso, deixemos lá caminhar os «ceguinhos».

É mais que evidente, que a qualidade é uma mais-valia muito importante.
Sem ela somos uma espécie de terráqueos acéfalos.

Um aplauso para quem a exerce.

Abraço.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Caminhadas da saúde










Gosto muito não só de caminhar, mas, como já se deve ter percebido, gosto mais ainda de observar.
Sobretudo a Natureza.
Aí, não só observo, como assimilo e saboreio.
As caminhadas são óptimas não só para me manter o físico activo e ágil: mas também o lado intelectual é beneficiado.
Estimula-me, aguça-me a imaginação e o meu lado mais sensível.
A minha imaginação e criatividade são activadas e o que sinto e penso, corre a jorros.
Parece que tudo estava congelado e, de repente, uma onda de calor derreteu o que estava
endurecido e escorre sem dificuldade.
O que me sai é sentido e baseado na verdade.
Nunca me passaria pela cabeça inventar fosse o que fosse e sobre o que quer que fosse.
Imaginação, para mim, não significa mentiras e delírios imaginários.
Gosto de falar do que vejo sem ficções.
Ficção é outra coisa e não tenho o mínimo jeito.
Hoje, depois de descer uma ravina alta com escadinhas que desaguam quase no mar, olhei e reparei que daquela ravina aparentemente árida, pendiam caramanchões de chorões que se estendiam por ela abaixo, qual véu de noiva, só que em tons de verde.
Naquelas argilas que, aparentemente, poderiam ser estéreis, existe como que um jardim escondido e envergonhado.
Gostei de ver.

No fim da descida, esperava-nos uma enorme placa que curiosamente fomos ler.

«Arriba instável, Risco de derrocada de blocos».

O entusiasmo desvaneceu-se um pouco.
Que pena, nem tudo é perfeito

Afinal a segurança é importante.

Abraço.

domingo, 4 de setembro de 2011

Que calma













É um canto de encanto.
Pequeno e acolhedor.
O dia estava morno, a maré estava cheia e tudo era paz.
Não pudemos descer à praia.
Não havia areia.
O mar tinha-a engolido.
Ficámo-nos pelas rochas.
A paisagem era deslumbrante.
Difícil de descrever.
Deitei-me nas rochas, rugosas e agressivas.
Efeitos da erosão e dos tempos milenares por que já passaram.
Senti-me acolhida e como se estivesse num colchão fofo e macio.
Fechei os olhos e deixei-me levar.
À minha volta um plof… plof…constante e permanente, que me remetia para um qualquer sítio onde uma música quase etérea teimava em me embalar.    
Era um ambiente único.
Irreal.
Depois de algum tempo de evasão, abri os olhos.
Aos meus pés estavam apenas (?) o oceano e a imponente Serra da Arrábida.
Lá em baixo mas logo ali em ameno convívio, peixes, polvos e outras espécies bamboleavam-se e também eles desfrutavam da beleza que os envolvia. 

É a Arrábida e está tudo dito.

Abraço

sábado, 3 de setembro de 2011

Será que não tem dentes?














Bom, que o tempo não está para graças –  isso todos sabemos.
Que o senhor Ministro das Finanças, de cada vez que se nos dirige, tem que manter a compostura, a autoridade de quem impõe e quer distância do povinho esbanjador, até compreendo.
O momento tem que ser levado muito a sério, ele não pode andar a mostrar os dentes. Não foi para isso que o foram buscar a Bruxelas.
Castigar é preciso, para que este povinho metido a gente rica sem ter onde cair morta, aprenda a não sair dos carris outra vez.
Que mostre aquele ar sisudo de quem não dá confiança, tudo bem.
Já bastam as horas de sono que já perdeu a dar voltas à matemática, para arranjar dinheiro para quem não o merece.
Já bastam as olheiras cada vez mais acentuadas de sua excelência!
E sabe Deus o esforço que ele faz para manter a calma!
Aquela voz monocórdica e as sílabas mais ou menos soletradas, devem dar-lhe um trabalhão a ensaiar!...
Mas, cá para mim, podia ao menos, de vez em quando, esboçar um sorrisinho, mostrar ao menos um, um dente!...
Mas também entendo que o que lhe apeteceria mesmo era mandar dois palavrões, tipo carroceiro, sem ofensa para o senhor, coitado, que parece ser uma criatura educada – provavelmente lá nas mais conceituadas faculdades nos Estados Unidos ou similares!... Muita paciência ele tem para aturar tanto troglodita esbanjador!...tadinho, nas ralações em que o meteram.
Mas não, sua excelência sacrifica-se mesmo.
Não está é para mostrar nem um dente a quem não merece, olha…
Até já pensei só cá para mim:
– Será que não os tem?
Isto às vezes há coisas!
E sorrir assim, ficava feio, um senhor da sua importância…
Mas depois também pensei:
– Não, se não, não morderia os nossos pescocinhos assim, tão perfeitinho!...

Pronto.
É deixar sua excelência concentrado.
Só quem não percebe é que não vê que ele não se poupa a esforços.
Cambada de alambazados!...

Abraço, senhor Ministro, e obrigadinha.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Fugas













As fugas podem ser de vária ordem.
Os motivos podem ser muitos.
As formas também.
Cada um inventa o que pode para se evadir.
Seja lá do que for.
Seja lá como for.
Seja lá para onde for.

Fugir à polícia.
Fugir aos impostos.
Fugir de manhã para o emprego.
Fugir nesse mesmo emprego para dar tudo e agradar ao chefe.
Fugir à tarde para outro emprego (?).
Fugir para casa.
Fazer, a fugir, as tarefas que sempre nos esperam (principalmente às mulheres).

Depois há ainda as fugas psicológicas.

Há quem não consiga parar para não se encarar.
Que só esteja bem onde não está.
Há quem não consiga enfrentar a vida.
Os problemas.
As dificuldades.
As fraquezas.
As frustrações.
As incapacidades.
A realidade, que às vezes é dura.
Enfim.
Há quem fuja de si próprio.
Há quem fuja da vida.
 
Que poderá ser uma fuga permanente.

E… sem regresso!...

Abraço.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Este verão que não o é













Já conheço a zona de Sesimbra há muitos anos.
Os verões aqui, mesmo que seja um ano de verão quente, são sempre agradáveis.
Há sempre uma brisa fresca que corre e o calor fica meio dissipado com o ar marítimo que normalmente se faz sentir.
Sabe bem voltar quando se sai para outras paragens do interior do país onde o calor sufoca.
Ao regressar, somos acolhidos com frescura e «tempero» q. b..
No que a mim diz respeito, com este verão envergonhadíssimo e cheio de altos e baixos em termos de temperatura, ainda não deixei não só de frequentar a praia, mas de fazer as minhas expedições por aí, que me dão sempre muito prazer.
É verdade que também não sou exigente com o tempo em termos meteorológicos.
Há pessoas que dependem dele para se sentirem bem.
Eu basto-me a mim e às ferramentas que tenho ao alcance.
Tenho sempre objectivos que me preenchem.
Uma das melhores manhãs de praia que já tive este ano foi uma manhã nublada, calma em que o mar não mexia, o ar estava parado, e a água estava morna e verde-esmeralda.
Neste dia, a praia estava deserta.
Pensei:
- Que pena as pessoas não virem «provar» esta delícia!...
Bom, a verdade é que o verão dos nossos encantos tem estado a tirar do sério muita gente.
Os veraneantes, ansiosos de praia depois de um ano de trabalho, vêm à procura de um a local quente, com muito sol, que lhes dê a oportunidade de descomprimir e relaxar, num mar que refresque o corpo, que escalda e amolece ao sol.
É verdade que este verão não o foi mesmo, na maior parte do tempo.
Provavelmente, as cabeças não limparam como seria desejável.
Talvez por este motivo o ano irá ser mais difícil de passar.
Já não bastam os brutais aumentos que já chegaram!...
Será que quem trabalha irá aguentar estas cargas?

Os nossos governantes e outros vão aguentar de certeza!...
Não se depararão com dificuldades económicas!...
Disso não tenhamos dúvidas!...
Que Deus os acompanhe!...
Nós, já demos demais para esse peditório!...

Abraço.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quando as areias choram
















Há dias assim.
Nostálgicos.
Tristonhos.
Ainda que o mar tente consolar.
Ainda que, hoje especialmente, ele transmita calma.
Aquela calma morna e serena.
O mar, o amigo vivo.
O que acolhe.
O que tanto dá um ralhete, como acaricia.
Também ele tem os seus dias.
As gaivotas que voam lá alto observam.
As nuvens, qual manto cinzento,
deixam-se cortar.
As areias,
essas,
escorrem penosamente para o mar.
O sol espreita,
como que a dizer:
«Olhem para mim.
Tão belo, tão altivo.
Não vejo as miudezas do mundo!»

As areias desfeitas não param.
Há dias assim.
Nem as areias se controlam.

E o meu livro que ficou em casa!...

Abraço.

Ser criança às vezes é preciso












No meu tempo de criança, havia junto da casa onde nasci uma pedra gigante que era conhecida como a laje.
Para quem não saiba, uma laje era o local onde se malhavam as espigas secas após serem ceifadas.
Era uma tarefa dura, que só quem tinha força braçal conseguia fazer.
Na altura das ceifas, este espaço estava sempre ocupado.
Malhava-se um carregamento, estava outro à espera par ser malhado.
Bom, mas esta ocupação só se verificava no verão.
Depois, durante o resto do ano, ficava entregue aos miúdos da vizinhança (que na altura eram muitos).
E para que queriam os miúdos a laje?
Uma das principais actividades era a escorregadela.
Como era uma rocha granítica alta e inclinada, aquilo funcionava às mil maravilhas.
Para proteger o rabiosque, nada melhor que uma giesta grande e farfalhuda, com um bom pé para agarrar e servir de volante.
Aquilo era ver os tempos livres ocupados e bem ginasticados, porque cada vez que se chegava cá em baixo e para continuar, tinha que se subir tudo de novo.
Nessa altura, não havia crianças obesas!...
Bem, mas isto para dizer que hoje e sem programar, voltei aos meus tempos de menina.
Para descer uma ravina de areia bastante alta que se me deparou, tive que me socorrer dessas habilidades longínquas.
Lá em baixo, na areia, alguns mirones assistiram intrigados.
Será que aquela «cota» se vai sair bem da aventura?
Eu penso que estavam preparados para ajudar se fosse preciso!
Não foi.
Foram apenas alguns segundos a reviver um passado feliz.
Souberam-me bem.

É bom ser criança e não ter complexos.

Abraço.

domingo, 28 de agosto de 2011

Empecilhos













Empecilho é tudo aquilo que impede, que constitui um obstáculo a qualquer coisa.
Ora segundo o que penso, seja o que for que nos impeça de sermos felizes, deve ser banido da nossa vida.
Nem que isso exija atitudes que à partida seriam impensáveis.
A vida que nos foi oferecida, merece ser aproveitada e gerida de forma a tirarmos dela o melhor proveito possível.
Como fazer isso então?
Tirando partido de tudo o que é belo e nos faz felizes.
Se olharmos à nossa volta com espírito aberto, encontraremos coisas, situações e paisagens, que provavelmente na vida atribulada do dia-a-dia, nunca vimos.
Se abrirmos o espírito e deitarmos fora o negativismo, entrarão sem dúvida sensações que até então não estávamos disponíveis a receber.
Estávamos demasiado absorvidos por questiúnculas e particularidades inferiores.
A vida não se pode permitir ter empecilhos.
Viva-se e assimile-se o que de bom temos ao nosso alcance.
É preciso proibir os empecilhos de entrar.

Vamos viver a vida de uma forma positiva.
Temos esse direito.

Abraço.

sábado, 27 de agosto de 2011

Como se o cenário não bastasse













Neste recanto paradisíaco e para tantos desconhecido, parecer-nos-ia que seria o suficiente para nada mais ser necessário.
Estávamos nós a absorver este mar hoje revolto e com toda a gente perfilada em sinal de respeito, quando, surpresa, se junta a nós o casal ideal para completar o momento.
O diálogo aconteceu e a saída da praia desta vez, foi tardia e a estadia ainda mais saborosa.
É bom ter interlocutores à altura.
No mesmo registo de pensamento e forma de estar na vida.
É bom estar com gente que fala a nossa língua, que compreende e partilha as nossas preocupações.
Que sabe ouvir, que nos respeita e apoia.
Que nos acompanha na indignação.
Este cenário assim é mais saboroso ainda.
Dialogar assim dá gosto.
A proximidade com elementos destes enriquece-nos.
Mostra-nos que ainda há quem mereça o nome de gente.
Venham mais encontros.
A bem da amizade.
A bem das relações saudáveis.

Abraço.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

As damas















Costuma-se dar esta designação, a uma mulher da alta sociedade.
Às senhoras que são preparadas para estar, para receber…
Também às vezes, se chama assim às mulheres da vida, àquelas que, ou por opção ou por necessidade, fazem da vida aquilo que se costuma apelidar, de vida fácil.
Mulher-dama.
Costuma também utilizar-se, quando se quer ironizar ou escarnecer de alguém.
Então diremos: a dama!...
Bom, mas é preciso dizer que a designação «dama», no bom sentido, só se dava e dará ainda em alguns casos, às nobres da alta sociedade que viviam ou ainda vivem à sombra de grandes riquezas e passavam ou passam o seu tempo entediadas, à espera dos «esposos» (viriam de Atenas?), aos quais se dedicavam e para eles se enfeitavam e perfumavam.
Ainda que, nos intervalos, se tivessem «rebolado» com lacaios ou «senhores», com quem nada tinham em comum a não ser a falta de vergonha.
Pois é, perguntar-me-ão, porquê este arrazoado todo?
Porque eu às vezes também penso.
Preciso de deitar fora o lixo que me pesa no cérebro e me poderia impedir de ser feliz.
Depois, porque gosto de analisar as palavras e o seu significado.
Gosto de penetrar nelas a fundo.
Não gosto de as ver aplicadas sem critério.
Mais, para que alguém cujo cérebro tenha pouco alcance, se poupe ao trabalho de as usar quando não as conhece.
Fica a explicação para os que precisarem dela.

Passem bem e ocupem-se o melhor possível.
A usar bem as palavras por exemplo.

Abraço.  

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Caminhada mistério













Não foi fácil convencerem-me a sair de casa neste dia.
Depois de uma manhã de ginásio à séria, e das várias tarefas que por norma esperam uma mulher em casa, estava mais inclinada para passar a tarde a descansar.
Um bom livro esperava-me e por acaso o ambiente até era convidativo.
Bom, mas era preciso descentrar-me.
A minha presença era necessária.
O local escolhido era uma incógnita.
Só sabíamos que era uma praia linda, mas de difícil acesso.
Pusemos os pés a caminho.
Quando chegámos, para começar a descer, o espanto foi geral.
À nossa frente tínhamos uma descida íngreme e acidentada.
O mar era lá bem em baixo.
Apeteceu-me dizer: «Não desço».
Contudo, o que dava para ver – e era apenas uma nesga – prometia.
Vamos embora.
Lá vamos quase a corta-mato e com mil cuidados, pois debaixo dos pés as pedras eram mais que muitas, fomos descendo a pique durante longos mas compensadores minutos.
Cada vez era mais evidente a paisagem meio selvagem, grandiosa e de uma beleza francamente inesperada.
Finalmente o último troço.
Esse sim, só para quem se mexe bem.
Que recanto.
Mais um.
São realmente muitos.
Cada um mais atractivo que o outro.
Valeu a pena.
Depois de um reconfortante banho em águas mansas, havia que regressar.
A subida que nos esperava, não era para amadores.
Calmamente fomos subindo.
Subindo e olhando para trás.
Para trazer nos olhos aquela beleza, que dentro em breve visitaremos outra vez.
É de cenários como este que se compõe este nosso pequeno país, tão ignorado por tantos.

Abraço.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Insipidez













Ser insípido é não ter espírito, não ter graça ou não saber mostrá-la.
É uma coisa insossa, ou pessoa amorfa, que não se manifesta, que não participa, que não reage ou que não mostra entusiasmo, nem quando lhe fazemos ou dizemos coisas agradáveis.
Enfim.
Encontramo-nos por aí com gente dessa, que mais parece que anda no mundo sozinha, sem se preocupar com os efeitos que as suas atitudes provocam nos outros.
Achando que o seu mundo é apenas o pequeno grupo com quem se dá e às vezes, apenas por interesse e oportunismo.
Que o seu mundo é o mais perfeito.
É único.
São essas pessoas assim, «pequeninas», com quem muitas vezes temos de conviver, que 
nos obrigam a fazer de tudo para, pacientemente, as compreendermos e continuar a conviver civilizadamente, procurando entender os porquês de tanta indiferença e falta de sensibilidade.
Marcas da deseducação, do desafecto, da falta de hábitos de convívios sãos.
Vidas fúteis e ligeirinhas, que fazem do mundo muitas vezes uma coisa insípida mesmo.

Abraço.

domingo, 21 de agosto de 2011

Trilhos, trilhos e tri…….













Não há forma de não gostar desta natureza.
Quantos mais trilhos se conhecem, mais apetece conhecer.
As paisagens de sonho apresentam-se-nos a cada passo.
Se por acaso tivéssemos caído de pára-quedas, sem conhecimento do sítio onde estávamos, até poderíamos achar que estaríamos numa qualquer futura estância de férias. 
Esta paisagem poderosa que nos prende o olhar é desconhecida da maior parte dos Portugueses.
Eles que correm como loucos as estradas que os levam para o mundo super-lotado das tão badaladas praias, aldeamentos e outros complexos turísticos, que muitas vezes apenas oferecem a continuação de uma vida frenética e dispendiosa.
É pena que não conheçamos, que não desfrutemos de tamanha beleza.
O belo está mesmo aqui, perto de nós.
Para lá de belo, é saudável.
É um mundo inesgotável de encanto.
Só é preciso procurá-lo.
E por aqui há muito quem queira ser útil e dar pistas.
Estou apaixonada por esta natureza.
Respira-se saúde e diz-se não ao mau humor.
Os meus tempos livres, posso dizer que me estão a preencher.
Posso afirmar que continuarei à descoberta.

Deliciem-se.


Abraço.

sábado, 20 de agosto de 2011

Cabeleireiros e similares













Não tenho nada contra estes profissionais.
Antes pelo contrário.
Acho que têm uma arte respeitável.
Tenho sim, contra o ambiente que normalmente se vive em muitos dos salões.
Quando se vai a um sítio daqueles…
Primeiro...
Vai-se gastar dinheiro.
E às vezes quantias significativas.
… Segundo...
Vai-se para se ficar com um visual mais cuidado e para sairmos leves e bem-dispostas.
… Terceiro...
Para que nos sintamos mais reconfortadas connosco próprias ao vermos o nosso cabelo supostamente tratado.
Bom, mas muitas vezes sai-se de lá com uma sensação de insatisfação, com uma frustração, que desejaríamos valer-nos a nós próprios, sem estar à mercê de ninguém.
A maior parte das vezes, tem que se gramar não só a espera que às vezes não é tão curta assim, como temos que levar com as conversas das tagarelas sempre prontas para «partilhar» com quem não conhecem as vidas delas e outros assuntos que não vêem nada a propósito para o local.
A verdade é que nem toda a gente está interessada em ouvir tagarelar desde que entra até que sai.
Lá se vão os momentos de descompressão que procurávamos.
Saímos com a sensação de ter perdido alguma coisa que nos fazia falta.
Pior ainda, quando o trabalho feito não corresponde exactamente ao que pedimos.
Vou muito poucas vezes ao cabeleireiro, mas gostava de poder ir menos.
É um local que não me é muito grato.

Abraço.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Venham mais












Gosto de ouvir a opinião dos entendidos, sempre e principalmente quando analisam
comportamentos desviantes.
Gosto mesmo.
Não é que o que possam dizer seja algo de novo.
É que me dá gozo ouvir as opiniões de quem sabe mais do que eu.
Depois, é sempre bom aprender mais qualquer coisa.
Sim, porque nunca sabemos tanto que não desejemos saber mais.
Se mais não for, aprendermos a ouvir com respeito as ideias dos outros.
Vem isto a propósito dum pequeno debate, que costuma acontecer entre duas figuras públicas com conhecimento e experiência de vida.
Tema: os acontecimentos na Inglaterra.
Comentadores: Quintino Aires e Barra da Costa.
Gosto sempre de saber o que pensam, e comparar com o que eu penso também.
Gosto de me inteirar de que não sou a única a pensar como penso.
Gosto de saber que não estou sozinha, que há pessoas com valor que partilham das ideias que defendo.
Quando a televisão ocupa o seu tempo assim, o meu aplauso.
É disso que todos precisamos.
Venham mais temas actuais a ser tratados com seriedade e competência.
Estamos todos a precisar de ouvir.
E reflectir.

Abraço
    

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Varanda para o oceano
















Neste sítio de sonho, o silêncio é rei.
Nesta varanda panorâmica e de uma beleza única, senti-me uma formiguinha insignificante.
Apesar da rocha que visitei mais uma vez ser imponente, as que se vislumbram em frente conseguem superá-la.
O mar, lá em baixo, mostra-se sereno e sem stress.
As pessoas que aportaram na pequena praia, mais parecem mosquitos minúsculos.
Que paz.
Que limpeza de poluição sonora e ambiente.
Apenas o sibilar do vento que corre devagar e uma ou outra gaivota que voa calma, à procura de alimento.
Também elas desfrutam da tranquilidade que a natureza lhes oferece assim, de bandeja.
O mundo pára durante aqueles momentos quase de transe.
O silêncio quase dói.
Porque será que o mundo não é assim tranquilo, calmo e pacífico?
Porque será que o mundo tem que ser ruído, ruído e mais ruído?
O céu deve ser assim!...
Vou voltar brevemente.
Lá, tudo é beleza.

Até já, Natureza.

Abraço.

sábado, 13 de agosto de 2011

Outras memórias...

Eis alguns textos meus sobre outras memórias, sabores, sensações, vivências.
Clique nos títulos para aceder.



As festas da aldeia

A terra que nos viu nascer

O som das badaladas

O Natal sempre

O ritual da matança

Ligações para a vida

Cheiros

A Festa

José Saramago morreu

Os Santos Populares

Romaria da Senhora da Póvoa

O meu fascínio pelas cegonhas

Acordeão. Que saudades!

Tradições da Quaresma

Quando os Carnavais eram Entrudos…


As vacas magras














Parece-me que a tão apregoada crise está mesmo aí.
Para alguns claro.
Porque há quem continue a fazer férias à grande, nos luxuosos resorts daqui e dali.
Pois pudera, quem não pode não tem que ter vícios.
Tal como há largos anos, alguém de reputada importância e responsabilidade dizia:
«Eles não precisam, porque não estão habituados».
Pois hoje, há quem, pelos vistos, continue a pensar assim.
Que se trame o povo, coitado, que cada vez tem menos buracos no cinto para apertar.
As moedas, quando as há, são cada vez mais contadas ao tostão.
Não nos admiremos muito se, daqui a algum tempo, houver pais de família honestos e desesperados, a ter que roubar para poderem alimentar os filhos.
Pois é.
Nem todos podem ter o que precisam.
Sacrifícios e oração também são necessários.
E alguém tem que os fazer.
O povinho, claro.
E o melhor é que se aquiete, se não nem com sacrifícios lá vai.
No meio destes meus pensamentos, fica-me uma dúvida.
Se Deus é bom e nos ama a todos, não acredito que esteja muito feliz.
Acho até que ele nunca terá passado férias em nenhum resort e só tinha os apóstolos de pé descalço como ele, a acompanhá-lo.
Mas pronto.
Os tempos são outros.
Só para os donos do mundo pelos vistos, é que não

Que Deus tenha compaixão de «nozes…»

Abraço 

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

A violência continua











A gota transbordou do copo.
Só foi preciso um pretexto.
Inglaterra, um país calmo, diplomata e todo gentleman, tem-se debatido com uma revolta que, aparentemente, ninguém esperaria.
Tudo começou numa operação stop.
A polícia, não se percebeu ainda com rigor porquê, terá disparado, atingindo mortalmente um rapaz preto, que nesse momento conduzia um táxi.
Não sei de quem foi a culpa.
Mas uma coisa eu sei.
Nada justifica a violência bárbara e selvagem a que temos assistido.
A multidão enlouquecida que veio para a rua tem feito de várias localidades campos de guerra.
Como interpretar estes acontecimentos?
Vingar uma pessoa?
Não é nem um pouco credível.
Então?
Só um não dava para tanto!

Como sou uma cidadã de plenos direitos, penso.

Isto só pode ser uma atitude de revolta de muita gente, que há muito vinha mordendo o lábio para se conter, mas há também muita criminalidade à solta.
Isto só pode estar a ser feito por gente desestruturada, de quem a sociedade não tomou bem conta como era sua obrigação.
Isto é o resultado da desagregação familiar.
Isto é obra de políticas de educação que dão mais importância ao dinheiro do que aos princípios.
Isto é a explosão, a revolta, a loucura.

Isto é revoltante.

Abraço.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Brincar saudável













Todos nós, enquanto crianças, adoramos brincar ao faz de conta.
Imitar os mais crescidos é uma das brincadeiras preferidas.
Vestir, calçar utilizar objectos de enfeite, imitar situações reais, faz as delícias de qualquer criança.
Estas actividades deviam ocupar um espaço importante na vida de qualquer criança.
Também elas fazem parte do seu desenvolvimento, e do seu crescimento.
A aquisição de conhecimentos também passa por aí.
A imaginação é fértil, e a criança inventa situações que dá gosto observar.
Os diálogos que criam durante as brincadeiras, são cópia fiel do que observam nos adultos, quer sejam pais, professores ou outras pessoas com quem convivem mais de perto.
Tudo isto é normal e saudável, se for feito num ambiente e num contexto próprio.
Até seria bom que em casa tivessem um espaço para poderem dar largas à sua imaginação.
Que as crianças brinquem é saudável.
Que os pais as exponham indigna-me.

Tudo isto a propósito de um escândalo com uma criança de dez anos, que foi utilizada
como modelo numa produção de moda, para a revista francesa Vogue.
Esta criança apresentou-se em poses sensuais e provocatórias, com maquilhagem muito carregada.
Com o incentivo da mãe, que acha perfeitamente normal.
Esta mãe de tão insensata, nem sequer se dá conta de que está a incentivar esta criança a ser uma futura fútil, coquete, que se prepara para entrar na vida adulta precocemente e sem passar pelas etapas normais até lá chegar.
Não me admiraria nada que, daqui a uns anos, esta criança se perca com a cabecinha cheia de futilidades.
Não estão a deixar que esta menina cresça.

Junto-me à indignação.

Condeno.

Abraço.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Abandono de animais


















No nosso país, nunca houve muito a tradição de acarinhar os animais e tratá-los com a dignidade que merecem.
Normalmente, quando os há (na província vê-se muito isso), os cães estão presos com a missão de guardarem.
Para lá de lhes darem comida, às vezes quando há restos, são, na maior parte das vezes, votados ao ostracismo.
Mimos, interactividade nem pensar.
Prisioneiros do dono e ignorados.
Por muito que o animal saracoteie e gema para chamar as atenções, qual quê!
Não existe e pronto.
O pobre, raramente tem outro destino.
Nos meios mais desenvolvidos, adquiriu-se a moda de levar para casa um animal de estimação, normalmente para fazer a vontade à criança, a quem serve de boneco vivo.
O pior é quando surgem problemas.
Ou o cãozinho chora porque o põem na varanda, ou porque faz os cocós e os xixis onde não deve, ou porque o animal cresceu e se fartam dele - e é posto à margem.
Se possível até lhe arranjam outro dono!...
O pior de tudo, é quando chegam as férias!
É ver cães (e gatos às vezes) abandonados, esfomeados e tristes, a vaguear por aí de focinho no chão e a pedir com os olhos mansos, que alguém os proteja.
Penso que atitudes destas não têm nome.
Quem faz isto a um animal, seja ele o que for, é certamente capaz de atitudes igualmente desumanas com pessoas que deles precisem.
O destino destes bichos amigos, dedicados e inteligentes, é normalmente o canil Municipal ou qualquer Instituição que os queira adoptar.
Se houvesse sensibilidade e educação, haveria certamente menos abandono de animas indefesos, que não tiveram culpa de ir parar a sítios onde não os merecem.

Uma melhor formação precisa-se.
       
Abraço.

domingo, 7 de agosto de 2011

Natureza nunca é demais












É um privilégio poder contemplá-la.
Neste sábado de Verão que mais pareceu de Outono, a praia não estava convidativa.
Como há muito por onde escolher nesta zona, resolvemos espiolhar mais um local.
Pendurada para o mar claro.
Uma daquelas ravinas vertiginosas, que dá arrepios só de olhar.
É um prazer passear por estas paragens.
Para lá do exercício a que obriga, é gratificante observar a paisagem.
É grandiosa.
E as novidades não acabam.
Fica-se de queixo caído perante aquela majestade.
A caminhada valeu.
É sempre enriquecedor sabermos mais alguma coisa do passado.
Desta vez, foi a chamada Pedra da Mua
Para quem não saiba, a Pedra da Mua é uma escarpa gigante que, debruçada para o mar, ali no Cabo Espichel, tem gravadas várias pegadas de dinossauros, que há cento e cinquenta milhões de anos por ali passaram.
E treparam a escarpa.
Porquê?
Para fugir à explosão de um vulcão vindo das profundezas do mar.
Depois de muito estudo, garantem-nos que o que hoje vimos, com o nariz mesmo em cima de algumas dessas pegadas, são realmente vestígios de dinossauros.
Mediante o que está gravado, somos levados a acreditar que pode ter acontecido mesmo!
Ver, é diferente do que possamos imaginar.
Quase vi os animais a trepar…
Regressámos de peito cheio.
Mesmo tomando um duche, que inesperadamente a natureza nos ofereceu.
A chuva miudinha decidiu acompanhar-nos não só durante toda a exploração, como também no regresso ao carro, que tinha ficado a uma distância razoável.
Chegámos molhados mas felizes.
Nada que um duche quente não resolvesse.

Uma visita à natureza compensa sempre!  

Abraço.

sábado, 6 de agosto de 2011

Tristeza













A tristeza, é triste mesmo.
É perda.
É desilusão.
É ausência.
É descrença.
É a vida sem esperança.
Sem perspectiva.
Tristeza é indiferença.
É orgulho, é desafecto.
Tristeza é a vida sem luz.
É fazer de conta.
É a vida feita trovoada.
Tristeza é um sentimento frio.
Tristeza é o mundo cheio de egoísmo.
Tristeza pode ser apenas um estado de alma?
Tristeza é o coração a chorar.
Tristeza pode apenas ser uma palavra.
Tristeza é não ter pão.
Tristeza é o mundo em que se vive.
Tristeza é desafecto.

Tristeza é falta de amor.

Abraço.

Semente que deu flor












Aqui, bem perto.
Duas vezes em dois dias.

Foi lançada a semente.
De um acto de amor, aconteceu vida.
Vida desejada.
Vida cultivada com o adubo da generosidade.
Vida alimentada com ternura.
Com entrega.
Com alegria.
Com renúncia.
Com amor.
Sem contrapartidas.
Precisa regada essa semente.
Precisa de ser vigiada e protegida.
Semear é responsabilidade,
Semear exige cultivo.

Precisa protegida a semente.
Há passos importantes para dar.
Que sejam dados.
Com alegria.
Com prazer.
O prazer de cultivar. 

E ver a semente dar frutos.

Abraço.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A fome aperta















É sempre com angústia que vemos e ouvimos, as notícias sobre a fome que está chegando ligeira à nossa terra.
Como é possível que este país tão fértil, onde sempre se trabalhou, se tenha deixado chegar a esta situação?
Como é possível que o que até há pouco parecia tão estável, com quase toda a gente a adquirir bens, uns necessários outros nem tanto tenha ficado a breve trecho assim, apregoando a fome, as dificuldades (tantas), que nunca se haviam imaginado?
O que é que se passou que levou a este descalabro?
Será que só os governantes devem ser chamados a dar explicações?
Ou será que todos nós fomos um pouco responsáveis pela situação e imprudentes ao avançarmos para despesas, para luxos perfeitamente desnecessários?
Será que todos nós tivemos a necessidade de mostrar de certa forma, alguma ostentação?
Andámos a contar os «trocos», a endividar-nos, para adquirir esses tais bens, que até podiam ser dispensados?   
Os apartamentos, as vivendas, as viagens, os carros, as roupas de marca, quantas vezes adquiridos com dificuldade e apenas para ombrear?
A vida vivida acima das nossas possibilidades e com recurso a crédito deu nesta situação sem saída.
Vamos ter que reaprender a vida.
Vamos ter que mudar de hábitos.
Vamos ter que ser mais ponderados e menos consumistas.
Se quisermos, fazemos «milagres».
É uma questão de fazer contas, e ser menos ambiciosos.
Afinal, estamos apenas de passagem!...
E depois...
Fica tudo aí.

Abraço

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Verão ou Inverno?













Ao acordar estranhei a luminosidade.
Pelos raios de luz que me entravam no quarto, diria que eram seis da manhã.
Levantei-me.
Eram nove horas.
Abri a janela e... espanto total.
Chovia copiosamente.
Esfreguei os olhos, fixei-me na paisagem.
Apesar de estarmos no verão, mais parecia um dia de inverno.
Gosto de chuva e gozei o momento.
Aquela cor pardacenta sempre me fascinou.
Até a brisa imitava o fresco.
As gotas de água, neste caso abundantes, deixam-me mole, tranquila e leve.
Que mudança radical de ontem para hoje.
Onde está a praia cheia de sol e gente?
Quase me apeteceu ficar num cantinho do sofá a ouvir música o dia todo, a ler e a escrever o que gosto.
Não cedi à tentação.
O exercício estava à minha espera.
O ginásio ia sentir a falta do meu entusiasmo e do meu prazer quando treino.
A minha saúde e o meu físico precisam.
Toca a despachar.

Afinal o tempo até dá para as duas coisas.
Voltei.
O sofá e o computador ainda estavam no mesmo sítio.
E a chuva continuava, para meu prazer.

A natureza tem destas coisas.

Abraço.